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AMAMENTAR NÃO É MAIS UM BICHO DE 7 CABEÇAS !

Por: Marcus Renato de Carvalho

AMAMENTAÇÃO – SUPERANDO OBSTÁCULOS

 

Quem tem medo de dar o peito porque está assustada com as muitas "proibições" ou "limitações" durante o período da amamentação, deve ler este artigo.

Porque, hoje em dia, muito mais do que você pensa, muita coisa é permitida.

 

Amamentar ou não amamentar?

Essa dúvida não assalta a mãe apenas depois do parto, mas, geralmente, durante a gravidez.

Para muitas, a decisão – a favor ou contra a amamentação – é relativamente fácil. Para outras, a questão só traz inquietude. Mesmo já tendo ouvido falar as vantagens que a amamentação traz ao bebê, elas ainda não sabem se querem realmente entrar na relação nutriz-bebê.

Isso porque apesar de toda a alegria que o amamentar proporciona, dar o seio também significa que a mãe mais uma vez mudar seu modo de viver, tornando-se co-dependente, durante meses, de outra pessoa. Além disso, como o bebê recebe uma parte de tudo que sua mãe ingere, ela também deverá continuar controlando, como fez durante toda a gestação, o que bebe e come.

Mas, afinal, o que precisa ser considerado quando se decide amamentar? Vejamos o que pode e o que não pode.

 

ALIMENTAÇÃO

Esqueça todas as regras que proíbem as mães que amamentam de comer certos tipos de legumes e frutas porque seu bebê pode não se dar bem.

Apenas as mulheres cuja família é marcada por uma forte carga genética alérgica devem descartar, desde o começo, certos alimentos. Mas para tanto, devem consultar um especialista em alergia. Apenas para a mulher alérgica são vedados os alimentos alergenicos como, por exemplo, leite de vaca, ovo, peixe, soja e amendoim são proibidos durante a lactação. Para todas as outras mães lactantes vale a regra: coma tudo que tem vontade.

Se sua criança é um desses bebês que ficam com dor de barriga quando você come repolho, cebola ou leguminosas, você deve primeiro fazer um teste, pois pode ser apenas uma coincidência. Os bebês tem muitas cólicas nos 1os. meses de vida. Enquanto não observar nada de anormal, o importante é tornar sua alimentação o mais variada possível, de modo a contar com todas as substâncias nutritivas.

Outra boa notícia: durante a lactação, você pode comer à vontade porque para produzir leite, seu corpo necessita em torno de 500 - 600 calorias diárias mais do que de costume.

 

ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA

Quem aboliu a carne não precisa se preocupar. As vitaminas, proteínas e elementos essenciais cuja falta os médicos receiam em nutrizes vegetarianas que amamentam podem ser substituídos tanto pela dieta vegetariana específica para a gravidez, como por preparações específicas. Tais substituições são especialmente importantes para as vegetarianas que não comem ovos, leite e derivados. Procure se informar com um nutricionista especializado na questão ou com seu obstetra.

 

CAFÉ

Será verdade que a partir de agora você deve tomar apenas café descafeinado, porque o bebê corre o risco de não mais dormir direito? Para saber a resposta, observe como o filho reage ao café comum e ao descafeinado. Muitos bebês não se importam nem um pouco se a mamãe adora um capuccino ou um expresso. Outros reagem ficando despertos apenas quando o café foi tomado bem tarde.

No entanto, a opinião médica se divide no tocante à quantidade da cafeína permitida. Os mais cautelosos permitem apenas duas xícaras de café por dia. Mas se tomar essa quantidade, nada de chá preto ou refrigerante à base de cola.

PESO & DIETA

Se você se sente pesada demais depois da gravidez e deseja emagrecer, agora você pode fazer isso sem culpa, ao contrário das recomendações de antigamente.

Enquanto você ingerir pelo menos 1.500 calorias/dia, as perdas de peso de até meio quilo por semana não prejudicarão seu leite. A antigamente temida liberação de substâncias nocivas contidas na gordura corporal não tem fundamento, segundo os últimos informes científicos.

Amamentar faz perder peso – emagrece a mulher.

FUMO

As estatísticas médicas internacionais comprovam que quem conseguiu parar de fumar durante três quartos do ano, consegue fazê-lo por mais alguns meses. Ainda bem, pois fumar é terminantemente proibido durante a amamentação, como o é durante a gravidez. As substâncias químicas do cigarro não apenas reduzem a produção do leite mas também, sua qualidade. O bebê não se desenvolve tão bem.

Se de todo não der para agüentar, você poderá se permitir um cigarro de vez em quando. Mesmo assim, apenas à noite, depois da última mamada, e jamais na presença do bebê ou

dentro de casa. Essa medida também vale para os outros fumantes. Saiba que as crianças que fumam passivamente adoecem mais vezes, sobretudo das vias respiratórias.

ÁLCOOL

Por mais difícil que possa parecer, depois de uma abstinência de nove meses para champanhe, vinho e cerveja, também aqui vale a mesma regra aplicada ao tabagismo: evitar ao máximo a ingestão de bebida alcoólica. E caso não seja possível, então dê sua bicada apenas raras vezes e só á noite, depois da última mamada: é durante a primeira hora depois da ingestão do drinque que as concentrações de álcool no leite materno chegam a seu nível mais elevado. Pesquisas americanas comprovam que os bebês que recebem regularmente leite com álcool ficam mais lentos nas mamadas e, a longo prazo, são prejudicados em seu desenvolvimento cerebral. Na criança, o álcool resulta em déficits neurológicos irreversíveis: em especial na motricidade, cujos danos, na maioria dos casos, costumam se manifestar claramente apenas cinco anos mais tarde.

Nada de tomar cerveja preta para aumentar a produção de leite.

MEDICAMENTOS

Qualquer medicamento tomado durante a lactação deve ser discutido com os seus médicos: obstetra e pediatra.

Mas se este lhe aconselhar desmamar seu filho, consulte outro médico, parteira ou monitora perinatal. Para a maioria das doenças crônicas ou agudas costuma haver medicamentos  compatíveis com a amamentação.

Isso também é válido para os antibióticos, antiasmáticos ou antialérgicos. A procura por variantes de drogas inócuas exige um esforço do médico, que eventualmente tem de se informar sobre os sucedâneos medicamentosos. De qualquer forma, é melhor concentrar esforços na procura desses remédios do que desistir da amamentação.

Você pode tomar pílula anticoncepcional durante a amamentação, desde que apenas a mini-pílula (que só contém progestágeno sem estrogênio), visto que a "pílula normal" reduz a quantidade de leite materno.

Ultrapassadas todas estas (e outras) barreiras, curta a amamentação o máximo que puder !

Dr. Marcus Renato de Carvalho, IBCLC

Prof. de Puericultura da UFRJ

Coordenador do site www.aleitamento.com
 


Última atualização: 25/4/2011

 

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